CVM abre o cadastro de dívidas do Banco Central a gestores de FIDC a partir de 1º de novembro
Quem compra crédito de empresas vai enxergar quanto o devedor deve no mercado inteiro antes de fechar negócio.

Foto: Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou nesta segunda-feira (5) a Resolução 247, que dá aos gestores de FIDCs acesso ao SCR, o banco de dados de crédito do Banco Central, e obriga as securitizadoras a informar suas operações a esse sistema. As regras valem a partir de 1º de novembro de 2026.
Para quem não é do ramo: FIDC é um fundo que compra dívidas a receber de empresas, como boletos e vendas a prazo. O SCR é a grande ficha de crédito do país, que mostra quanto cada pessoa ou empresa deve aos bancos. Os FIDCs já alimentam essa base desde 2012, mas o gestor, que é quem escolhe qual crédito comprar, não podia consultá-la. Agora poderá, seguindo as regras do Banco Central e do sigilo bancário.
A norma nasce de um acordo de cooperação assinado entre CVM e BC em abril. Os administradores de FIDC seguem com o envio mensal ao SCR, em até nove dias úteis após o fim do mês, e ganham deveres novos, como registro no cadastro do BC e multa diária por atraso. As securitizadoras, empresas que transformam dívidas em títulos vendidos a investidores, entram no mesmo regime e as já registradas têm até 31 de outubro de 2027 para se adaptar.
“Na prática, o gestor poderá ver quanto o sacado ou o devedor deve no mercado como um todo antes de aceitar uma cessão de crédito.”
FIDC News
Por que importa. Fintech de crédito que usa FIDC pra captar passa a conceder com mais dado e menos inadimplência.
Fonte: FIDC News. Texto reescrito pela Redação Mundo das Fintechs.
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